Migrando o Banco de Dados para a Cloud – O que evitar?

Continuando nossos posts sobre Banco de Dados em Cloud, hoje vamos falar sobre um assunto que nem sempre é abordado pelos fornecedores: O que devo evitar, ou mesmo, quando nem devo migrar o banco de dados?


Já expliquei aqui e aqui, quais os provedores de Cloud atuais e, inclusive, quais as vantagens e desvantagens de cada um deles. Porém, nem todos precisam entrar na `onda` de migrar os dados de um ambiente tradicional para um ambiente cloud. Aqui gostaria de listar os principais pontos que discutimos com os clientes antes de uma migração deste porte.


1. Disponibilidade do acesso aos dados.

Precisamos avaliar de onde serão a maioria dos acessos ao ambiente, quem são os principais consumidores que não podem ficar sem acesso de forma alguma e qual a disponibilidade de internet (tanto links principais, quanto links secundários) para estes usuários. No nosso país, infelizmente, a internet nem sempre está disponível para todos. Muitas vezes o cliente possui apenas um link de internet, em uma cidade onde concentra quase que a totalidade dos acessos ao sistema que aquele banco atende. Neste caso, indo para a nuvem, uma simples queda de link faz a empresa toda parar.


2. Segurança de acesso aos dados armazenados.

Com os dados estando na nuvem isso quer dizer que, estão realmente disponíveis para qualquer pessoa. Como o acesso é liberado ? Tem algum APP externo que precise acessar diretamente o banco ? O acesso ao Servidor de APP (que tem que estar na mesma cloud do banco) é feito com segurança, liberando apenas para os usuário que, realmente, tenha necessidade? Muitas vezes por falta de conhecimento, o cliente sobe o banco em cloud e se esquece de bloquear as portas de acesso ao mesmo deixando liberado todos os dados para quem quiser tentar acessar.


3. Criptografia.

Será implantado algum método de criptografia? Um simples SSL ou TLS para criptografia de trânsito já ajuda muito nestes casos. Se tiver a disponibilidade deste ambiente ter um certificado válido e os clientes todos fizerem acesso usando esta segurança mínima, já reduzimos um pouco as chances de termos por exemplo SQL Injection no ambiente.


4. Backup e Recuperação dos Dados.

falamos sobre backup, mas acho que é um tema sempre importante. Caso o seu ambiente Cloud tiver uma indisponibilidade, em quanto tempo você consegue restabelecer seu ambiente em outra região ou mesmo em OUTRO fornecedor de Cloud ? Já pensou nisso? Se precisar restaurar seu ambiente, quanto de informação você vai perder nesta restauração? Esta perda de dados está de acordo com o que a sua diretoria espera?


5. Portabilidade.

Esta vai para quem usa outros bancos não relacionais (NoSQL) ou mesmo soluções bem específicas (Azure SQL Database, estou falando de você!). Temos hoje uma variedade muito grande de opções de Engines para Bancos e, cada dia mais, os fornecedores resolvem lançar opções alternativas a algumas já estabelecidas. A AWS, por exemplo, tem alternativas ao MongoDB como o DocumentDB, e para o Elasticsearch que, no caso seria o OpenSearch. A Microsoft, mesmo sendo proprietária do SQLServer, possui diferenças significativas entre a versão tradicional e o Azure SQL Database. Minha recomendação: evite opções muito específicas de algum fornecedor de cloud. Existem algumas vantagens sim, em alguns casos, porém, são criadas dificuldades para que cliente não consiga, sem bastante trabalho, trocar a solução por uma outra plataforma de nuvem.



Enfim, acredito que, tomando alguns cuidados é possível fazer com que a sua experiência de cloud seja muito bem sucedida. E, se precisar de apoio para esta e outras questões, estamos à disposição!



Ricardo Silvério - DBA Especialista em Big Data.

CEO Siltech Consult & Responsável pela Divisão de DBA Services na Cymeon Technology

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